7 perguntas essenciais sobre revestimentos MPF
Com a aproximação da proibição europeia ao uso de microplásticos no tratamento de sementes, prevista para 2028, a Incotec responde às principais questões levantadas pelo setor sementeiro sobre a transição para soluções MPF.
1. Existem revestimentos MPF disponíveis para todas as culturas?
2. Existem revestimentos MPF com bom desempenho técnico para cereais?
3. Os revestimentos MPF são compatíveis com todos os pacotes de produtos de proteção de plantas (PPPs)?
4. Qual é a melhor forma de realizar a transição para MPF?
5. Os revestimentos MPF são mais caros?
6. Os revestimentos MPF impactam o rendimento?
7. Os revestimentos MPF exigem processos diferentes de tratamento e semeadura?
1. Existem revestimentos MPF disponíveis para todas as culturas?
De modo geral, sim. No entanto, as variedades dentro de uma mesma cultura apresentam variações significativas. No milho, por exemplo, há variações de oleosidade, rugosidade e formato das sementes. Por esse motivo, mesmo quando um revestimento funciona bem para várias variedades, algumas ainda podem não ser plenamente atendidas. Esse cenário demanda tempo para o desenvolvimento de alternativas MPF adequadas para todas as variedades e culturas.
2. Existem revestimentos MPF com bom desempenho técnico para cereais?
A Incotec apresenta o MPF Disco, um revestimento por película desenvolvido para cereais e introduzido em abril de 2026. A solução é segura para as sementes, economicamente viável, apresenta boa qualidade de aplicação, baixa geração de pó e compatibilidade com a maioria dos pacotes de produtos de proteção de plantas (PPPs). Ensaios de fluidez, desprendimento de pó e germinação indicam desempenho comparável, ou ligeiramente superior, aos padrões convencionais do mercado.
A transição de produtos que contêm microplásticos para alternativas MPF pode levar até cinco anos, seguida de até três anos para novos registros. Esse contexto explica o período total de transição de oito anos concedido aos produtos de proteção de plantas.
Um círculo de sementes de trigo, com metade revestida por um revestimento livre de microplásticos da Incotec.

3. Os revestimentos MPF são compatíveis com todos os pacotes de produtos de proteção de plantas (PPPs)?
Há uma grande diversidade de PPPs, além de diferentes preferências quanto à cor, brilho e controle de poeira. Por isso, é improvável que haja alternativas ideais para todas as combinações. Levará tempo até que a maioria possa ser tratada de forma consistente, e algumas combinações mais complexas podem ser difíceis de tratar.
4. Qual é a melhor forma de realizar a transição para MPF?
Recomenda-se iniciar os testes em laboratório e, posteriormente, avançar para unidades industriais de tratamento de sementes. Os ensaios devem considerar diferentes condições ambientais, como variações de temperatura e umidade. Começar esse processo com antecedência permite avaliar alternativas caso ocorram resultados inesperados.
5. Os revestimentos MPF são mais caros?
A maioria dos fabricantes, incluindo a Incotec, busca manter preços semelhantes aos dos revestimentos convencionais, incentivando a adoção das alternativas MPF em diferentes mercados. Além disso, o revestimento representa uma parcela reduzida do custo total para o agricultor, embora seja determinante para a aparência da semente, o desempenho dos PPPs e os impactos ambientais e operacionais.
6. Os revestimentos MPF impactam o rendimento?
O revestimento contribui positivamente para o rendimento ao favorecer germinação adequada, distribuição uniforme dos produtos de proteção e desempenho consistente na semeadura. Esses fatores são essenciais para a formação de um estande adequado e para a preservação do potencial produtivo.
Na Incotec, os produtos MPF Disco passam por testes extensivos para assegurar que taxas de germinação, distribuição do tratamento e desempenho na semeadura permaneçam equivalentes às dos revestimentos convencionais que utilizam microplásticos, ao mesmo tempo em que atendem aos padrões de sustentabilidade reconhecidos.
7. Os revestimentos MPF exigem processos diferentes de tratamento e semeadura?
Não. Os processos de tratamento e semeadura com revestimentos MPF são os mesmos utilizados com revestimentos convencionais.